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In Rainbows_From The Basement (2008)

Radiohead à época das primeiras apresentações para a promoção do lançamento de In Rainbows ao vivo para o programa Live From The Basement da VH1 no Maida Vale Studios em Londres, UK, no dia 5 de abril de 2008, há um ano atrás. Imperdível!

1. Bodysnatchers
2. Nude
3. Myxomatosis
4. Weird Fishes/Arpeggi
5. House of Cards
6. 15 Steps
7. Optimistic
8. Reckoner
9. Where I End and You Begin

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* Veja os vídeos via site da VH1;
* Baixe também o vídeo em torrent via Mininova.

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Radiohead - In Rainbows (2007)

In Rainbows, o álbum da década
[Por Alexandre Matias do blog Trabalho Sujo para o site Scream & Yell]

Vamos falar a verdade – o Radiohead só passou a existir a partir do segundo semestre de 1997, quando OK Computer definiu uma fronteira ainda inconsciente. Ali terminava a carreira de uma banda do terceiro escalão da geração britpop, que se esforçava para suprir a lacuna deixada pelo U2 à medida em que Bono e companhia mergulhavam na dance music. Mesmo com algumas boas faixas em The Bends, o Radiohead era menos do que nota de rodapé na história do rock, fadado a ser lembrado mais por “Creep” do que por faixas infinitamente superiores, como “High and Dry”, “Fake Plastic Trees” ou “Just”. Até que, em um disco, mudaram completamente a abordagem de sua música, sua própria noção de importância e a consciência de perspectiva histórica. OK Computer era uma coleção de faixas que soavam tão inquietas quanto clássicos do rock, devendo tanto ao stress existencialista da geração X e à paranóia consumista dos anos 90 quanto aos discos solo dos Beatles e os discos certos do rock progressivo. E toda poeira retrô que pairava sobre as canções do último álbum da história do rock soa setentista ao mesmo tempo em que flutua pós-moderna, como se letra e música fossem atiradas à ausência de gravidade e humanidade de uma etapa cinzenta a seguir. Imagine o estado da banda ao conduzir versões com 14 minutos de uma “Paranoid Android” ainda não gravada para o público da primeira turnê americana de Alanis Morrissette, de quem foram o show de abertura.

Mal sabíamos como aquele OK Computer seria definitivo: surrupiada de Douglas Adams, a frase funcionava como um epitáfio para o mundo pop como o conhecíamos, de artistas inatingíveis, canções que soam como hinos, discos para serem ouvidos de cabo a rabo, a indústria fonográfica em particular e o mercado de entretenimento como um todo. Tudo começaria a ruir naquele semestre. Ao mesmo tempo em que as letras da banda pareciam concretizar-se, novas estradas digitais eram erguidas. A ausência de resistência do título não era apenas um último suspiro, uma trégua final – também anunciava o início de novas regras no jogo do pop. Afinal, o computador não era apenas a caixa cinzenta de plástico que passaria a nos conectar através de uma rede neurológica planetária artificial, mas também cada um de seus usuários. Ao ceder ao computador, a banda estava encerrando também o ciclo de relação da banda com o ouvinte passivo, afinal, a partir dali ele também inseriria dados na equação do sucesso de determinado artista que iam além da simples compra de ingressos ou de discos.

O próprio Radiohead foi cobaia desta nova realidade ao ver o disco posterior a OK Computer aparecer online antes de ter sido lançado. Três anos após ter subido degraus consideráveis em importância no mundo pop graças a um único disco, o Radiohead armava a contagem regressiva para o lançamento de um disco que a indústria esperava ser campeão de vendas com notícias que diziam que o disco seria hermético e experimental. E a expectativa aumentava quando gravações com as novas faixas tocadas em shows começaram a aparecer na internet –que culminou com o próprio vazamento de Kid A quase dois meses antes de seu lançamento oficial. Aquela novidade era uma prática que já vinha acontecendo com artistas menores, mas, com a chegada do Radiohead ao primeiro escalão do pop, abriu as possibilidades de ver a internet como vilã, ao minar as possibilidades de um artista de grande porte vender ainda mais discos. O resultado foi um esgar inicial à complexidade e densidade das canções, avessas ao classicismo de OK Computer, que rendeu notícias anunciando a morte prematura do disco. Mas foi o tempo necessário para o público digerir o álbum e seu conceito antipop para que Kid A, contrariando todas expectativas, se tornasse um dos discos mais vendidos do ano 2000 no mundo inteiro.

Com Kid A, o grupo virou as costas para o que havia pregado em OK Computer e partiu para o que mais havia de vanguarda na época. Lembro da Wire, bíblia da música experimental, estampar Thom Yorke em sua capa com um misto de admiração e culpa, pois a banda de rock mais popular do planeta tinha levado para seu aguardado disco parte do universo de exploração e experimentos endeusados pela revista. A música mais “fácil” de Kid A não ajudava muito, ao criar um neologismo que fundia idiotice com discothéque, numa crítica nada sutil à pista de dança. Pesado e de poucos amigos, Kid A é um salto no escuro tão radical quanto os álbuns negros do Prince e do Metallica – embora não tenha errado tanto quanto o primeiro nem acertado tanto quanto o último. Em seu quarto disco, o Radiohead tinha deixado de ser uma banda pop aspirando o Olimpo para assumir a expressão de uma esfinge, uma Mona Lisa de olhos tortos que ri de/com/para algo – e você não sabe do quê.

Os discos seguintes continuaram a trilha, abrindo-a para os lados. Amnesiac é o lado B de Kid A e o disco ao vivo I Might Be Wrong compila as músicas dos discos anteriores que poderiam ter feito o sucessor de OK Computer um disco palatável – mas desimportante por ser muito parecido. Com Hail to the Thief, eles ampliam ainda mais suas discussões ao assumir posições políticas ao mesmo tempo em que costuram o experimentalismo com sua maior qualidade, as canções.

Sete anos depois do abismo Kid A, o grupo dá um passo ainda mais ousado - talvez até mesmo que o de OK Computer. Tudo estaria resolvido em menos de um mês. Em setembro de 2007, pouco se falava sobre o próximo disco do Radiohead e no mês seguinte a banda dominava o imaginário mundial. Começou com o mínimo de barulho num site chamado www.radiohead7lp.com, que computava uma contagem regressiva para alguma coisa. Sim, era o sétimo disco do Radiohead que estava para ser lançado, mas logo a própria banda vinha em seu site para dizer que não tinha nada a ver com aquela contagem regressiva. Em alguns posts anteriores, o grupo apenas lançava mensagens enigmáticas, criptografadas – uma delas foi traduzida como sendo MARCH WAX, o que levava a crer que o próximo disco da banda sairia apenas em vinil, seis meses depois.

Ou não. Eis que o tal cronômetro chegou ao zero, revelando a frase - THE MOST GIGANTIC LYING HOAX OF ALL TIME (O MAIS GIGANTE E MENTIROSO BOATO DE TODOS OS TEMPOS, tudo em caixa alta mesmo) linkada a um vídeo do YouTube, que nos fazia cair no clipe de “Never Gonna Give You Up”, de Rick Astley, num primeiríssimo Rick Roll’d em larga escala. Ao mesmo tempo, o próprio site da banda revelava a seguinte mensagem:

“Hello everyone.
Well, the new album is finished, and it’s coming out in 10 days;
We’ve called it In Rainbows.
Love from us all.
Jonny”

Dali você era redirecionado para o site InRainbows.com, que escreveria uma nova página na história do capitalismo. No momento em que você optava por comprar o álbum, o site lhe oferecia a opção de escolher o preço que queria pagar. Não era simples altruísmo: assim, o que o Radiohead admitia era o fato de que, uma vez feito, o disco já estava lançado – pagaria quem se dispusesse a faze-lo. Mais do que ter o preço avaliado pelo comprador – o que é um conceito inovador em si –, In Rainbows foi dado de graça. Quem quisesse, poderia pagar pela comodidade de receber, além das dez faixas disponibilizadas em MP3, um pacote com o disco em vinil em edição especial, que ainda incluía um disco extra. Calibrando suas faixas com um bitrate específico (160 – ao contrário dos 320, 192 ou 128 que são usados como padrões), eles logo dominavam a rede com o mesmo disco em milhões de HDs diferentes. Ao contrário do vazamento involuntário, que pode pular uma das etapas do processo de produção do disco e vir com algo menos (títulos definitivos, masterização, ordem das músicas, etc.), In Rainbows chegou inteiro e ao mesmo tempo para todo seu público – e exatamente como queriam seus autores. Em um fim de semana, o sétimo disco do Radiohead deixava de ser uma conspiração decodificada por fãs para se tornar um novo paradigma para a cultura pop.

In Rainbows ainda tem outro mérito – o de mostrar que download gratuito não pressupõe pirataria, como desinformava a guerra de nervos promovida pela indústria do disco no início da década, quando insistia em jogar na internet a culpa da má gestão de seus próprios negócios nos anos 90 e trata-la como vilã. Assim, se uma incauta geração inteira baixava MP3 como se não houvesse amanhã, outra, precavida, comprava seus MP3 com medo de prejudicar seus artistas favoritos. O Radiohead deu a esta última a chance de baixar não apenas uma música, mas um disco inteiro, de um artista estabelecido – de graça, sem dor.

O feito transformou o Radiohead em novo paradigma digital. Não apenas o universo musical, mas todos conscientes do papel da internet ouviram falar da nova estratégia da banda, que em uma semana, teve mais de um milhão de downloads só do site oficial, dominou a parada da Last.fm e apresentou-se para gente que nunca tinha sequer parado para ouvir o grupo. Além de impulsionar uma safra de artistas a adotar o formato.

Há quem desmereça o feito como mero recurso técnico feito para distrair a atenção da essência artística – reação usada para esvaziar os efeitos de Guerra nas Estrelas ou de Dark Side of the Moon, a cor em O Mágico de Oz, a pompa de Sgt. Pepper’s, o timbre de João Gilberto, a falta de respostas em Lost ou a filosofia de araque em Matrix. Os detratores do pop desvinculam tais elementos de suas obras originais de forma a torná-los ridículos para quem acompanha o fenômeno de fora, sem perceber que é justamente esse o elemento responsável por ampliar o público para longe do nicho, rumo às massas. E por mais óbvio que pareça ter sido o salto dado por In Rainbows, ele foi crucial, pois quebrou o parâmetro linear de produção da era analógica, que inevitavelmente faria o disco ser lançado mesmo em março de 2008, caso a banda entregasse o disco à gravadora, e não ao público. A sensação de desnorteamento foi tamanha, que havia quem considerasse o lançamento digital do disco um híbrido improvável batizado de “vazamento oficial” – sem perceber a contradição no termo. Como provocação, a banda ainda marcou o lançamento oficial do CD para o primeiro dia de 2008 – como se perguntasse a quem falou em “vazamento oficial” de quando é que eles vão datar o CD, 2007 ou 2008? Endossando a provocação, o Radiohead ainda fechou um acordo com a CurrenTV de Al Gore para transmitir um show gravado no estúdio da banda no último dia de 2007. Poucas horas antes do disco chegar às prateleiras das lojas do mundo, milhares de fãs da banda em todo o planeta cantavam todas as músicas de um disco que ainda não existira fisicamente, apenas de forma digital.

Mas o fato é que todo esse rebuliço não seria tão importante caso In Rainbows não fosse bom. Tanto que logo depois o Nine Inch Nails lançou um disco de forma ainda mais ousada – tanto em termos mercadológicos quanto em se tratando de narrativa – e ninguém mal ouviu falar do disco. Por que é ruim? Não, afinal de contas, o trabalho de Trent Reznor é sério. Mas por que não se conecta de forma tão intensa com a própria época como o do Radiohead.

E chamar In Rainbows de um bom disco é exagerar na modéstia. In Rainbows é o melhor álbum dos anos 00.

Pois todo experimentalismo da virada do milênio já havia sido digerido pela própria banda. Expurgando a possibilidade de se repetir ao cogitar discos de vanguarda em vez de álbuns de rock, o Radiohead aos poucos abandona a experimentação e o improviso, rumo ao artesanato cancioneiro. As texturas e timbres alienígenas de Kid A/Amnesiac surgem nas entrelinhas, nos arranjos, nos detalhes de In Rainbows – que é, essencialmente, uma continuação de OK Computer. Há uma linha de raciocínio que inclusive busca ligar ambos discos e fãs do grupo são instigados a procurar sentido em coincidências como o fato dos dois discos serem batizados com expressões com duas palavras, uma com duas letras e outra com oito. Já cogitaram até mesmo que a audição entrelaçada das faixas dos dois discos abre uma nova dimensão entre suas canções – mas o efeito é mais lúdico do que racional e poderia funcionar com quaisquer faixas dos últimos discos da banda (sinal da coesão de sua sonoridade). Mas há ainda quem veja coincidências nos detalhes – e há uma ênfase no número 10 que sugere alguma referência à linguagem binária no Código Radiohead. Além dos discos terem 10 faixas cada (OK Computer tem onze, sendo que uma, “Fitter Happier”, é um interlúdio), OK Computer e In Rainbows foram lançados com dez anos de diferença entre si – e o último lançado exatamente no dia 10 de outubro (o mês 10) de 2007. E mais: o fato do título dos discos começarem com as letras “O” e “I” também seria outro aceno ao código binário. “Down is the New Up” – parece que tem mesmo algo aí.

Mas, principalmente, há a música – e ela se mostra a princípio hermética. In Rainbows abre fechando-se com uma rajada de beats tortos, primos da gravadora Warp, que tanto bateu no grupo no início da década. “Como posso terminar onde comecei?”, pergunta-se Yorke, sem se preocupar em nos dar as boas vindas. “15 Step” aparentemente nos guia para outro beco sem saída experimental. Mas aos 40 segundos, deixa a guitarra jazzista de Jonny Greenwood superpor-se à percussão esquizofrênica – e a de Ed O’Brien logo surge funcionando como segunda voz, junto com uma sinuosa linha de baixo e uma melodia direta e reta, oposta a seus versos de abertura. “Tudo estava bem/ O que aconteceu? O gato comeu sua língua?”, pergunta o vocalista sobre a mudez espiritual de nosso tempo. “Etc. etc./ Fatos ou o que for”. O clima apático e tenso parece dissolver-se numa melancolia pós-milênio que filtra todo o disco – um sentimento que é um vazio existencialista parente da apatia cantada por Kurt Cobain e de um blues robô, que une Kraftwerk, Daft Punk, Aphex Twin e Brian Eno numa espécie de eletrônica autoral, em que o ritmo tem mais sentido do que sensação. Mas se essa sensação oca era a mesma que causava desespero e náusea em OK Computer, em In Rainbows ela parece menos caótica e mais precisa – como se tivesse completado um ciclo (os “15 passos” seriam um programa?).

“Bodysnatchers” segue dura e rock, com seu riff distorcido conduzindo o ritmo como um cavalo selvagem, acompanhado em seguida por toda a banda. Esta alterna entre o pique inicial (cuja letra revela seu protagonista catatônico – “pisque seus olhos/ Uma vez para ‘sim’/ Duas vezes para ‘não’/ Eu não faço idéia do que você esteja falando”) e uma clareira de ritmo, quase zen, quando uma guitarra saída de um disco do Cure ou um teclado fantasmagórico sublinha os gemidos de Yorke. “A luz apagou pra você?/ Pra mim, apagou/ É o século 21”, canta numa performance, que vai do grunhidos ao sussurro, sua voz tão solta na parte final da canção como qualquer outro instrumento da banda, tão importante à formação sonora quanto as três guitarras, os teclados ou a cozinha decidida – e é ela quem encerra a faixa repetindo “eles estão vindo!”, como se impressionada com a coesão e força da usina de som que lidera, logo depois de concluir “eu estou vivo”.

“Nude”, conhecida pelos fãs de shows com outro título, “Big Ideas”, começa superpondo vocais, samples de corais, cordas sintéticas para criar um clima de catedral, que é logo esvaziado – deixando apenas Yorke com o baixo de Colin Greenwood e a bateria de Phil Selway, criando uma atmosfera bucólica e tranqüila (embora a letra cante que por mais que você se apronte,“sempre algo estará faltando”), em que as duas guitarras entram como se fossem uma só, alternando detalhes dedilhados como nas baladas mais hipnóticas do Velvet Underground ou as canções mais pastoris do Pink Floyd. E logo essa estrutura instrumental serve como base para as mesmas cordas, samples e vocais que abriram a canção voltarem – e quando Yorke deixa sua voz soar sem letra, há um minuto do fim, estamos ouvindo um dos trechos musicais mais bonitos de nossa época, quase uma revelação sentimental, sentimentos que só a música consegue traduzir – palavras falham.

O disco retoma à contagem de tempo antes da bateria assumir o ritmo incessante kraut que funciona como tela em branco para três guitarras superporem dedilhados, completando-se em “Weird Fishes/Arpeggi”. Não consigo dissociar não apenas essa faixa, mas diversos momentos de In Rainbows, da descoberta do violão feita pelo Legião Urbana em seu segundo disco – até porque a própria trajetória do Radiohead ultrapassa um arquétipo vivido pelo grupo de Renato Russo, que é quando uma banda guitarreira descobre a eficácia da harmonia em detrimento do ritmo e a sutileza do instrumento acústico em contraste à histeria elétrica. “Weird Fishes” é parente bastarda de “Andréa Doria” e “Plantas Debaixo do Aquário”, as mesmas texturas instrumentais, mesma sensação de esperança disfarçada de desespero, mesma abordagem temática do mar (Andréa Doria era o nome de um barco italiano que afundou em 1956, perto de Nova York).

De andamento quase fúnebre, “All I Need” é outra bomba-relógio – ela parece prenunciar uma música tensa e solene, quando, na verdade, é a balada mais pop que o grupo já fez; uma canção pronta para aquecer corações, escorada em um arranjo com cara de Björk: bateria minimal, piano soturno, efeitos sonoros, ecos, muitos vazios. Ela termina em “Faust Arp”, uma microcanção em que o arranjo de cordas a deixa com ar ainda mais pastoril, nickdrakeano, onde o grupo faz valer seu anglicismo.

A linda “Reckoner” é outra música que vai sendo construída lentamente entre nossos ouvidos, cada camada de instrumento sendo disposta de forma didática, nos ajudando a ouvir o que cada um faz na banda e nos explicando sentimentalmente o que é que precisa nos afeiçoar em uma canção para que ela torne-se universal – neste caso, apenas o andamento e a melodia, todo o resto é assessório. O vocal de Thom em especial deixa a aparente psicopatia de lado e atinge seu grande momento – em especial quando, na segunda parte da faixa, canta consigo mesmo e entoa, quase em segredo, o nome do disco. “House of Cards” não deixa cair – e vai pela mesma fórmula da canção anterior nos fisgando sem pensar. Desta vez o ritmo é determinado pela guitarra, que é apenas seguida pela bateria, deixando Thom Yorke ter seu outro grande momento, cantando em tom grave, oposto ao falsete de “Reckoner”. Há tanta referência – e reverência – ao folk dos anos 70 quanto à música ambient da virada do milênio, em outra canção irretocável.

“Jigsaw Falling Into Place” é o grande momento do disco, como se fosse uma “Paranoid Android” amadurecida em dez anos – as mudanças entre as faces da música são menos abruptas e suas diferentes caras soam complementares, não antagônicas. Ela aponta para uma certeza que toma conta do disco – de que estamos finalmente vendo as coisas do jeito que elas são. Caem as máscaras erguidas pela comunicação e aos poucos conseguimos ver quem é quem, como se o ataque de pânico de OK Computer fosse substituído por uma sabedoria cínica, algo Tyler Durden, um sociopata disposto a derrubar tudo por dentro – a princípio o tom é sóbrio:

“Logo que você segura minha mão
Logo que você anota o número
Logo que as bebidas chegam
Logo que eles tocam sua música favorita
A mágica desaparece”

A letra continua dissecando toda a tensão da sociedade moderna do mesmo jeito em que a banda cresce – instrumentos acústicos e vocais que cantarolam começam a ser trocados por berros, solos de guitarra e cordas dramáticas e a música ganha um volume e densidade que no início era apenas referido. A letra invade um outro país das maravilhas de Alice, de paredes que perdem forma e gatos que sorriem mas também de ruído, ritmo e câmeras de circuito fechado. “Nunca fui lá/ Só fingi que fui”, “antes que você entre em coma/ Antes que você fuja de mim”, “Pra que servem instrumentos?/ Palavras são armas de cano serrado”, Yorke nos induz ao transe dervixe inglês antes de sentenciar que o quebra-cabeças começa a fazer sentido: “As peças se encaixam/ Não há nada a ser explicado”, canta como um guru psicodélico que guia um novato em uma viagem alucinógena – mas a viagem que a banda propõe é justamente abandonar o excesso de referências que polui e superlota nossas cabeças para “desejar que o pesadelo se vá”, pois “você tem uma luz e pode senti-la”. E ele não está sendo esotérico, como dá pra perceber.

“Videotape”, devagar quase parando, encerra o disco com a melancolia de um velho VHS, Thom Yorke vê-se póstumo ainda querendo ater-se à vida que acabou de perder (“quando eu chegar às portas do céu/ Isso estará gravado em vídeo/ Mefistófeles logo abaixo/ Tentando me puxar”), nos fazendo pensar em nostalgia e como nos apegamos mais ao passado do que ao presente. Os acordes congelados ao piano são emoldurados por ruídos e texturas, sem nunca superpor-se à canção.

In Rainbows é um conjunto perfeito de 10 canções perfeitas. Elas conversam entre si exatamente como falam das sensações que todos sentimos nos dias de hoje – um medo opressor cuja natureza é indeterminada, a tensão de ser humano – animal ou racional? – na medida em que a civilização entra em colapso, uma sensação vazia que se sobrepõe ao excesso de tudo. São os mesmos sentimentos desenhados em OK Computer, o que muda é a relação da banda com eles – se no primeiro disco parecia espantar-se e cogitar o suicídio, neste percebe que todo o ruído e poluição é só a casca de uma pseudo-realidade – e que o que há por trás do excesso de informações e caos de consciência que distorce nossa rotina é muito simples, claro e fácil.

Alie isso ao fato de In Rainbows não ser um disco de inéditas. Conhecidas de seu público através de shows, todas as faixas já haviam aparecido mais de uma vez e já tinham vídeos no YouTube, letras em sites de fã e seqüências de acordes em repositórios online de canções cifradas para violão. Não era seu ineditismo que as tornava especiais em In Rainbows – mas a forma em que elas foram dispostas, sua produção, seus arranjos, o sentido que fizeram umas juntas às outras. Uma outra leva de músicas ainda podia ter se juntado à coleção inicial mas terminou como uma espécie de conteúdo extra – o segundo disco do vinil duplo vendido através do site – mas que, quis o destino, não era In Rainbows.

In Rainbows é um conceito fechado, uma declaração de princípios, um manifesto estético. Mais do que um disco que assumiu-se digital por natureza e copiável por definição, é uma coleção de canções que não apenas traduzem certas sensações que permeiam nosso dia a dia, como faz isso com estilo, bom gosto, senso de importância e perspectiva histórica. Uma obra que ainda faz valer a existência de um formato, a prova de que o fim do CD não pressupõe o fim do álbum. E, por tudo isso, é o disco mais importante da década.

Nos anos 90, o Radiohead não chegou perto deste título pois seus padrões foram estabelecidos logo no início – e OK Computer teria de competir com obras-prima como Blue Lines, Nevermind, Check Your Head, Loveless, The Chronic, Screamadelica e BloodSugarSexMagick. A década seguinte também talhou seu modus operandi de cara – e, desde o início, descartou o álbum como formato. Medidos em canções, os anos 00 esvaziaram o formato álbum de diferentes formas – de bandas que movimentam-se exclusivamente por singles (como toda a geração novo rock nascida após os Strokes) a artistas que se lançam por etapas, adicionando elementos extra à medida em que envolvem o ouvinte (pense nas carreiras de Dangermouse, Jack White, Marcelo Camelo ou Nick Cave – e suas muitas camadas de apresentação ao público). Quando o Radiohead se propôs a lançar In Rainbows como o lançou, sabia onde queria estar.

A expectativa para os shows do Radiohead no Brasil essa semana não é à toa: estamos às vésperas de assistir à maior banda do planeta hoje tocar o show da turnê do disco da década.

Radiohead
In Rainbows
(2007)

1. 15 Step
2. Bodysnatchers
3. Nude
4. Weird Fishes/Arpeggi
5. All I Need
6. Faust Arp
7. Reckoner
8. House Of Cards
9. Jigsaw Falling Into Place
10. Videotape

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New Radiohead video: Reckoner

O novo vídeo do Radiohead, "Reckoner", foi escolhido pela banda em concurso de vídeos animados para o álbum 'In Rainbows'. Thom gostou tanto do vídeo que decidiu torná-lo oficial como o novo da banda. Solicitou a aprovação dos feitores (Clement Picon) e estes, felizes da vida, deram o OK. Segue as palavras de Thom, via deadairspace:

"hello
my mind is not functioning at the correct speed at the moment thanks to being in Tokyo
but however and here
is one of my favourite video things that has ever happened
for Reckoner it is, the result of somebody entering a competition to make an animation to one of the tunes on IN RAINbows.
on aniboom. you can scroll down dead air space and find all about it.. but anyway

so we asked them whether it was ok to make it the official one we use as it goes with the song so well. they said yes.

and if you're like me and find it hard to find videos on televsion any more, or even turn on the television you can watch right here.

ok now im going to fold some clothes."


Video: Readiohead - Reckoner (by Clement Picon)



MP3: Radiohead - Reckoner

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Radiohead at the BBC : Evening Show

O Radiohead retornou ao palco do BBC Radio Theatre após Thom e Ed terminarem sua entrevista na rádio. Este é seu segundo show do dia para a BBC Radio 2.

Após Mark Radcliffe anunciar a banda, eles iniciaram com ‘Bodysnatchers’. Seguida por ‘All I Need’ e ‘Nude’. Três faixas de In Rainbows, em seguida, a mais antiga música da noite até então, ‘Airbag’. Mais uma do novo álbum, ‘Reckoner’, com toda a banda em shakers e pandeiro e Colin balança sua garrafa de água perto do microfone de Ed. Em seguida, volta para mais uma de 1997, ‘The Tourist’. E mais duas faixas de In Rainbows, ‘House of Cards’ e ‘Arpeggi’. É noite de OK Computer, ‘Lucky’ vem em seguida. Como na matinee da tarde, Kid A, volta com ‘Everything In It’s Right Place’ para encerrar a noite. Até porque é quase 22:00, hora das notícias na BBC.

Mas a platéia quer e pede bis. E é só Jonny e Thom que retornam para tocar acusticamente ‘Faust Arp’. E terminou o show, mas o delírio da platéia, não. Nem o nosso.

1. Intro [mp3]
2. Bodysnatchers [mp3]
3. All I Need [mp3]
4. Nude [mp3]
5. Airbag [mp3]
6. Reckoner [mp3]
7. The Tourist [mp3]
8. House Of Cards [mp3]
9. Weird Fishes/Arpeggi [mp3]
10. Lucky [mp3]
11. Everything In Its Right Place [mp3]
12. Outro [mp3]


Links alternativos:
1. Intro
2. Bodysnatchers [mp3]
3. All I Need [mp3]
4. Nude [mp3]
5. Airbag [mp3]
6. Reckoner [mp3]
7. The Tourist [mp3]
8. House Of Cards [mp3]
9. Weird Fishes/Arpeggi [mp3]
10. Lucky [mp3]
11. Everything In It's Right Place [mp3]
12. Outro

Mais links: Airbag [mp3] | Reckoner [mp3]

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Radiohead at the BBC : Matinee Show

O Radiohead tocou em seu primeiro de dois shows na BBC neste 1º de abril. Após um soundcheck (Bodysnatchers, All I Need, Videotape, Myxomatosis, The Gloaming, Morning Bell, Nude, Optimistic, 15 Step), duas horas antes do show. A banda pisa no palco às 16:10 horas.

'15 Step' é a primeira canção do show, seguida por "Bodysnachters' e 'All I Need'. 'Myxomatosis' de 'Hail to the Thief' é a próxima. A banda continua com 'In Rainbows' e toca o novo single 'Nude'. De 'Kid A', a banda toca 'Morning Bell e ‘Optimistic’, em seguida, volta à 'In Rainbows' com 'Videotape'. Eles deixam o palco e quando voltam tocam ‘Optimistic’ novamente. Assim encerram a Matinee Performance nesta tarde. À noite terá mais.

Setlist:

1. 15 Step
2. Bodysnatchers
3. All I Need
4. Myxomatosis
5. Nude [mp3 via savefile]
6. Morning Bell
7. Optimistic [mp3 via yousendit]
8. Videotape [mp3] [ou mp3 via mediafire]

DOWNLOAD via rapidshare.

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Live Jules Holland Anniversary Show (2008)

O Radiohead em uma bela apresentação no dia 2 de fevereiro de 2008 no programa Later do apresentador Jools Holland que estava fazendo aniversário. Depois do curto, certeiro e empolgante show que foi ao ar, a banda ainda gravou uma performance espetacular de "House of Cards". Delire!



MP3 tracklist:
1. Bodysnatchers
2. Weird Fishes/Arpeggi
3. 15 Step
4. House of Cards

Links alternativos:
DL via Rapidshare | DL via Mediafire

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"Videotape" Video



"Videotape" é o segundo vídeo para o álbum In Rainbows, e é muito bom mesmo (!).

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Thom Yorke - Acoustic on BBC Radio 2

Thom Yorke deu entrevista no programa de Jonathan Ross na BBC Radio 2 no dia 26 de janeiro/2008, falando sobre In Rainbows e revelando que este foi baixado no Reino Unido (UK) à um valor médio de 4 libras. Thom também falou sobre a trilha que Jonny Greenwood fez para o filme ‘There Will Be Blood’ (‘Sangue Negro’) e a manobra que deixou este de fora da indicação para o Oscar de melhor trilha sonora, falou também a respeito de seus filhos serem fãs de Red Hot Chilli Peppers, entre outros assuntos. Entremeando o bate-papo, Thom cantou duas canções, ‘Reckoner’ com violão e ‘Everything In Its Right Place’ com teclado.

Thom Yorke - "Reckoner" (MP3)
Thom Yorke - "Everything In Its Right Place" (MP3)

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O futuro segundo o Radiohead

Como eles descartaram a indústria fonográfica, quebraram os paradigmas do mercado e se mantiveram isolados no posto de “banda de rock mais importante do mundo”

Nas tardes de domingo, Thom Yorke gosta de levar seus filhos ao Museu de História Natural da Universidade de Oxford (Inglaterra), um edifício majestoso em estilo neogótico nos limites do centro da cidade. Eles caminham em torno do grande átrio, depois de passarem pelo crânio da baleia jubarte, pelo pássaro dodô empalhado atrás do vidro e por medonhas estátuas de alguns dos “Grandes Homens da Ciência”. As estátuas são extremamente reais, a não ser pelos olhos, que, graças a alguma decisão excêntrica do escultor, foram desenhados como esferas inteiramente em branco, conferindo olhares mortificados e aterrorizantes a um Newton pensativo, a um Darwin barbado e estóico e a um Aristóteles excessivamente furioso. Naturalmente, os filhos de Yorke também adoram os esqueletos enormes de dinossauro, que dominam o salão em poses assustadoras. Aproximadamente 150 anos antes deles, um matemático enfermo e gago chamado Charles Dodgson vinha ao museu com Alice Liddell, a filha pequena do reitor de sua faculdade.

Para entretê-la, ele inventava histórias fantásticas sobre o dodô e vários outros animais, as quais acabou publicando, sob o pseudônimo de Lewis Carroll, como Alice no País das Maravilhas. Yorke, que tem 39 anos – uma filha de 3 e um filho de 6 –, também escreve sobre animais de vez em quando, ainda que não com a intenção de agradar crianças. “Myxomatosis”, do disco Hail to the Thief (2003), do Radiohead, leva o nome de uma doença terrível e fatal que ataca coelhos. Seu verso inicial diz: “The mongrel cat came home holding half a head...” [o bichano voltou para casa trazendo metade de uma cabeça]. Depois, temos “Weird Fishes/Arpeggi”, faixa do recente In Rainbows, na qual Yorke imagina a si mesmo no fundo do oceano, sendo mordido por peixes e vermes. Na língua inglesa, é incomum utilizar “fishes” como plural de “fish” (“peixe”), e sempre que Yorke resmunga as palavras “weird fishes”, a escolha gramatical questionável o faz soar como um garoto demente da escola.

A canção segue com uma sonoridade abafada, como se produzida embaixo d’água. O “arpejo” do título é sustentado por uma percussão econômica e insistente, e “our eyes, they turn me” [seus olhos me deixam...], criando uma tensão interessante ao não adicionar nunca o “on” [... excitado] que todos esperam. Com todas as referências à liberdade – “Why should I stay here” [Por que continuar aqui?]; “Everybody leaves if they get a chance” [Todos vão embora, se tiverem a chance] –,a música quase passa por uma paródia mórbida de Bruce Springsteen no começo da carreira, como se os protagonistas de “Thunder Road”, clássico de Springsteen de 1975, tivessem escolhido se libertar da provinciana New Jersey pulando de uma ponte. “Hit the bottom” [chegue até o fundo], Yorke canta no final, “and escape” [e fuja].

A alguns quarteirões do museu de história natural, Yorke chega para a entrevista no Old Parsonage, um prédio secular – Oscar Wilde morou aqui quando estudante – transformado em um hotel de decoração exótica. Seu rosto está enrugado e com a barba por fazer, e embora ele sem dúvida aparente a idade que tem, talvez até mais velho, também é o membro do Radiohead com mais jeito de menino – pequeno, inquieto e, nesta manhã, vestindo calça jeans, um agasalho cinza com capuz e carregando uma mochila com as alças esticadas sobre os dois ombros. (Uma hora depois, o guitarrista Ed O’Brien aparece e senta-se ao lado de Yorke. Como num estudo de contrastes, ambos são exemplos ideais para ensinar a crianças em idade escolar a diferença entre um garoto bem comportado e um malcomportado: de um lado, Yorke, desengonçado, cabelo espetado e desarrumado, abaixando a cabeça ou limpando o nariz com a manga da blusa de vez em quando; do outro, O’Brien, 1,95 m de altura – quase 30 cm maior que o parceiro –, postura ereta e perfeita, praticamente sem mexer a cabeça enquanto fala em tonalidades precisas.)

Você lê “O Futuro Segundo o Radiohead” na íntegra na edição 17 da Rolling Stone Brasil

(por Mark Binelli para Rolling Stone Brasil)

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AmpLive - Rainydayz Remixes (2008)

AmpLive é da Califórnia, USA, produtor de Rap que fez uma espécie ep de remixes em tributo ao mais novo álbum do Radiohead, In Rainbows. O tributo se chama Rainydayz Remixes e passou por alguns percalços antes de ver a luz do dia.

Em parte porque Amplive deixou a entender em seu site que Thom Yorke e cia. estavam envolvidos no projeto e que o álbum seria vendido na W.A.S.T.E., a loja online da banda inglesa. Tudo fantasia de AmpLive, pois nem a banda nem seu empresário tinham idéia da existência deste.

Bom, de qualquer forma, a banda e seu escritório, acabam de liberar Amplive para o lançamento da homenagem, mas com algumas condições: que ele desfize-se o engano inicial, pois a banda nada tem a ver com o projeto; e que este fosse lançado de forma gratuita, free...

No frigir dos ovos, Rainydayz Remixes é bem legal, vale a pena conferir...

Tracklist:
1. Rainydayz
2. Video Tapez (ft. Del The Funky Homosapien) [MP3]
3. Nudez (ft. Too $hort & MC Zumbi of Zion I) [MP3]
4. Weird Fishez [MP3]
5. All I Need
6. 15 Stepz (ft. Codany Holiday)
7. Reckonerz (ft. Chali2na)
8. Faustz

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Scotch Mist (1-1-2008)

O Radiohead tocou ao vivo na virada do ano, em pleno reveillon, as músicas do álbum In Rainbows para comemorar seu lançamento em formato físico em CD e LP, e deu a esta apresentação o nome de Scotch Mist.

Setlist:
01. Weird Fishes/Arpeggi
02. Bodysnatchers
03. Jigsaw Falling into Place
04. Faust Arp
05. 15 Step
06. Videotape
07. Reckoner
08. House of Cards
09. All I Need
10. Nude

Download MP3: Rapidshare, Zshare e Sendspace.

Download Vídeo: Scotch_Mist.flv

Veja o vídeo: Scotch_Mist

Sites: radiohead.comradiohead.tvinrainbows.comdead air spaceok radiohead *

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In Rainbows [CD2/Bônus] (2007)

Hoje (3/12/2007) é a data oficial de lançamento do Box de "In Rainbows" do Radiohead... E dois bondosos frequentadores do blog me madaram, via e-mail, dois links diferentes do CD2/Bônus que faz parte do box do álbum (CD1) que foi lançado em forma digital no dia 10/10/2007.

Mas, quero deixar aqui uma pergunta: "Pode o CD2/Bônus ser melhor que o álbum principal (CD1)?"

Bem, ainda não sei, estou na quinta audição consecutiva dos 27 minutos do disco bônus... e estou em êxtase...

Se você chegar à uma conclusão, nos diga nos comentários...

In Rainbows (CD2/Bônus)
1. MK 1
2. Down Is The New Up
3. Go Slowly
4. MK 2
5. Last Flowers
6. Up On The Ladder
7. Bangers & Mash
8. 4 Minute Warning

:: DL1 ou/or DL2 ::

- = Baixe "In Rainbows" pelo site oficial do Radiohead! = -

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Thumbs Down (2007)

O Radiohead apresentou seu novo álbum "In Rainbows" nos dias 8 e 9 de novembro tocando ao vivo via a radiohead.tv, tocaram algumas músicas novas, fizeram covers de "Headmaster Ritual" (The Smiths), "Ceremony" (Joy Division) e "Unravel" (Björk), puseram alguns videoclipes de mais algumas do disco no ar (misturaram "15 Steps" com Se7en - o filme, e.g.) e discotecaram outras tantas ("Take It Easy My Brother Charlie" do mestre Jorge Ben, inclusive). O programa do dia 8 se chamou Entanglement e o do dia 9, Thumbs Down.

"Este é ‘Thumbs Down’ (...) É nossa forma de celebrar o lançamento do novo disco. Estivemos fazendo algumas coisas estúpidas durante as últimas semanas (...). Não esperem nenhum nível de qualidade, porque aqui não existe, exceto pelos profissionais que estão envolvidos, e que francamente necessitamos." (Thom Yorke)

Tracklist:
1. Bodysnatchers / Bodysnatchers
2. Faust Arp
3. Headmaster Ritual (The Smiths cover) / The Headmaster Ritual (The Smiths cover)
4. Reckoner
5. Untitled
6. Ceremony (Joy Division cover) / Ceremony (Joy Division cover)
7. Unravel (Björk cover) / Unravel (Björk cover) / Unravel (Björk cover) / Unravel (Björk cover)
8. I Might Be Wrong

3 Opções de Download para Thumbs Down completo:
DL1 (rapidshare), DL2 (gigasize) ou DL3a e DL3b (4shared)

Torrent: Torrent 1 ou Torrent 2

Para ver: radiohead.tv e youtube.com

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Entanglement: the Radiohead's DJ's

O Radiohead apresentou seu novo álbum "In Rainbows" nos dias 8 e 9 de novembro tocando ao vivo via a radiohead.tv, tocaram algumas músicas novas, fizeram alguns covers, puseram alguns videoclipes de mais algumas do disco e discotecaram outras tantas ("Take It Easy My Brother Charlie" e "Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)" do mestre Jorge Ben, inclusive). O programa do dia 8 se chamou Entanglement e o do dia 9, Thumbs Down.

Este post trata da discotecagem dos membros do Radiohead, donde se deduz muita variedade e bom-gosto. Seguem abaixo, as preferidas de cada um deles:

Thom Yorke:
Near Dark by Burial
Pull Up the People by M.I.A.
Happy Happy by Tomas Anderson
Heart of Hearts by !!!
Kill Bill Vol. 4 by Modeselektor

Ed O'Brien:
My Party by Kings of Leon
Forgive by Burial
Modern Apprentice by Asian Dub Foundation
Take It Easy My Brother Charlie by Jorge Ben
The Ancient Galleon by Les Baxter
Just Dropped in by Kenny Rogers & the First Edition
Ponta de Lança Africano (Umbabarauma) by Jorge Ben

Jonny Greenwood:
Nightclubbing by Iggy Pop
My Red Hot Car by Squarepusher

Colin Greenwood:
Bella Lugosi’s Dead by Bauhaus
Uncertain Smile by The The *[last song]

Phil Selway:
Pagan Angel and a Borrowed Car by Iron & Wine
Sun Zoom Spark by Captain Beefheart
Lessons from What’s Poor by Bonnie Prince Billy
Naxalite by Asian Dub Foundation
It Should’ve Been Me by Ray Charles
Micael by Juana Molina
Alu Jon Jonki Jon by Fela Kuti & the Africa 70

Credits and thanks: Music is Art

Para ver: radiohead.tv e youtube.com

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Nude / Big Ideas in 10 Live Versions

O Radiohead toca "Nude" que também era conhecida como "Big Ideas" desde a turnê de "OK Computer" em 1998 e é incrível perceber como ela vem sendo amadurecida desde então. Podemos notar isso, ouvindo 10 das várias versões que foram tocadas nas turnês da banda desde então até que chegasse em sua versão definitiva, incluída em "In Rainbows", o novo álbum.

1. Nude (San Francisco 1998)
2. Nude (Tokyo 1998)
3. Nude (Berlin 2000)
4. Nude (Vancouver 2001)
5. Nude (Barrie 2001)
6. Nude (Salamanca 2002)
7. Nude (Dublin 2003)
8. Nude (Hollywood Bowl 26-9-2003)
9. Nude (Live Trade Justice Movement 15-4-2005)
10. Nude / Big Ideas (Pavel Osmolski final mix)

Bônus: Good morning Mr Magpie / Morning Melord (Webcast live 18-12-2002)

Credits and thanks: Air-Radiohead.com

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In Rainbows [art cover]

"In Rainbows" do Radiohead - em sua versão virtual - foi baixado pelo site oficial da banda, em 48 horas, cerca de 2 milhões de cópias a preços que variam de 0£ a 100£ (libras inglesas). Estima-se também que já tenha rendido para a banda, algo em torno de 5 milhões de libra (10 milhões em dólares ou 20 milhões de reais). Sabe-se também que, se tivessem recorrido a um serviço online para distribuir o álbum, calcula-se que não teriam recebido sequer um quarto do valor acima referido.
Mesmo que a maioria dos downloads sejam feitos de forma gratuita (isso, não sabemos), esse é um número impressionante. Sem contar os ínumeros downloads hospedados em sites servidores, como RapidShare, SendSPace, FileDen, Megaupload e similares.
Pensando bem, nem há motivo para isso, já que é você quem decide quanto pagar pelo álbum, porque mesmo que não se tenha dinheiro para pagar pelo download, é só colocar 0,00£ no campo de valor e seguir adiante que um link exclusivo para o download será gerado e você pode baixá-lo com toda segurança e até mais rápido que pelos servidores hospedeiros, além é claro, de a banda ter maior ciência da quantidade de cópias.
O arquivo único vem zipado, com as dez faixas do álbum, com qualidade de 160kbps (qualidade de CD), e não vem com a arte da capa (art cover), então, aí está em...

...frente/front...
...e verso/back...

- = Baixe "In Rainbows" pelo site oficial do Radiohead! = -

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"In Rainbows" (Preview Live 2006)

Radiohead está lançando hoje seu novo álbum "In Rainbows" em forma de downloads em seu próprio site que, devido ao intenso tráfego, algumas pessoas que ainda não haviam reservado no site da banda, podem não conseguir baixá-lo por hoje.
Então, estão aqui, para ir dando um certo gosto, as canções ao vivo que fazem parte do novo álbum e que foram tocadas ao longo da turnê 2006 que a banda realizou entre Europa e Estados Unidos.

Disc 1:
1. 15 Step
2. Bodysnatchers
3. Nude / Nude (acoustic version)
4. Weird Fishes / Arpeggi
5. All I Need
6. Faust Arp
7. Reckoner / Reckoner (acoustic version)
8. House of Cards / House of Cards (acoustic version)
9. Jigsaw Falling Into Place
10. Videotape
Disc 2:
1. MK 1
2. Down Is the New Up
3. Go Slowly
4. MK 2
5. Last Flowers (acoustic version)
6. Up on the Ladder
7. Bangers and Mash
8. 4 Minute Warning

Credits and thanks: The Rawking Refuses To Stop!

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