O Radiohead ao vivo em São Paulo no dia 22 de março de 2009. Momento celestial, divino, sagrado. Finalmente na rede. As 14 faixas com o áudio do MultiShow estão impecáveis, as demais com áudio totalmente amador, gravadas do meio da platéia, mas igualmente emocionantes. INDISPENSÁVEL!!!
Radiohead Chácara do Jóquei, São Paulo, Brasil 22, Março, 2009
Set List: 1. “15 Step” 2. “There There” 3. “The National Anthem” 4. “All I Need” 5. “Pyramid Song” 6. “Karma Police” 7. “Nude” 8. “Weird Fishes/Arpeggi” 9. “The Gloaming” 10. “Talk Show Host” 11. “Optimistic” 12. “Faust Arp” 13. “Jigsaw Falling Into Place” 14. "Idioteque" 15. “Climbing Up The Walls” 16. “Exit Music (For A Film)” 17. “Bodysnatchers” Bis 1: 18. “Videotape” 19. “Paranoid Android” 20. “Fake Plastic Trees” 21. “Lucky” 22. “Reckoner” Bis 2: 23. “House Of Cards” 24. “You And Whose Army?” 25. “True Love Waits”/“Everything Is In The Right Place” Bis 3: 26. “Creep”
“This is really happening” Radiohead domina corações e mentes e incita nova era de shows no Brasil [Por Alexandre Matias do Trabalho Sujo]
Tanto no Rio quanto em São Paulo, foi em “Idioteque” que bateu. Por mais que já tivessem hipnotizado o público em “There There”, o cortejado de perto com “Karma Police” e “All I Need” e lhe arrebatado em “The National Anthem” e “Jigsaw Falling Into Place”, o Radiohead tornava-se real no terço final da primeira parte dos shows, quando, pela primeira vez em ambos shows, soltava nossos corações ou mentes, deixando-os finalmente livres para dançar. Os tubos acima do palco eram iluminados com pouca luz, com tonalidades entre o roxo e o azul escuro, o suficiente para dar o ar de pista de dança que a música de Kid A exigia. Os blips do início drenavam toda a ênfase de show de rock que vinha até ali – saía o piano, saía a dinâmica entre as guitarras, violão e teclados que dava a tônica da apresentação e a força do som era reduzida ao diálogo entre a ruídos eletrônicos disparados pelo guitarrista Jonny Greenwood e a bateria metronômica de Phil Selway. Ao lado do baterista, o baixista Colin Greenwood iniciava a seqüência de acordes gelados no teclado que identificavam a canção para as multidões, que saudaram o reconhecimento com o mesmo urro com que havia recebido os hits anteriores. Mas a ausência do miolo instrumental clássico da banda, reduzindo as canções a beats, ritmo e frios acordes de teclados (traçando aí o paralelo genético com o Kraftwerk que abriu os shows) enfatizou a presença solene de um público embasbacado. Ed O’Brien, ainda com seu instrumento em punho, preferiu grunhidos elétricos do que os solos e acordes clássicos que caracterizavam sua participação, enquanto Thom Yorke entregava seu vocal ao delírio robô dançado pela platéia.
“Isso está realmente acontecendo”, soltava-se Thom, baixinho, braços movendo-se para o lado entre saltos e olhos fechados, dança reprisada pelo público, balançando-se sem acreditar. Estava realmente acontecendo – o Radiohead estava finalmente fazendo um show no Brasil, doze anos depois de OK Computer, dois anos depois de In Rainbows, reprisando o disco mais importante da década na íntegra, enquanto repassava as principais faixas de um dos discos mais importantes da década anterior e costurava o resto do show com faixas tiradas dos três álbuns lançados entre estes e dois hits sacados de seus dois primeiros discos. Mas independentemente das músicas que foram escolhidas, eis um paradigma vencido. A vinda do Radiohead talvez tenha encerrada uma adolescência do Brasil em relação a shows, sejam internacionais ou brasileiros, iniciada com o primeiro Rock in Rio – mas depois eu falo mais disso.
O Radiohead é uma banda cujo carisma e apelo popular não está em gestos ou na comunicação com o público – e sim através das canções e na forma como estas foram dispostas nos shows. Sua apresentação não conta com um vocalista populista e sorridente, que veste a camisa da seleção brasileira e tenta balbuciar agrados em português. Seus dois heróis da guitarra são pouco usuais – embora Ed O’Brien esteja mais próximo do que se espera de um guitarrista clássico, ele sabe que seu papel é coadjuvante (é o principal cavaleiro de Sir Yorke, seu Lancelot) e secundário, enquanto o verdadeiro guitar hero da banda, Jonny, seja um magrelo tão chegado aos beats eletrônicos e efeitos de dub do que aos solos de guitarra. A cozinha formada por Colin e Phil é avessa aos holofotes e prefere olhar-se nos olhos em vez de encarar o resto da banda. Thom Yorke, por sua vez, seduz o público apenas com sua voz.
E que voz. Mais do que o palco aceso e colorido, a voz de Thom Yorke é o principal elemento no show da banda. Não é ela quem determina o tom das canções – este quase sempre é definido pelo conjunto musical, quase sempre em discussões entre os instrumentos de Colin, Phil e Jonny – mas é o vocal quem o dissemina sobre o público. O timbre de Yorke, como os diferentes acordos instrumentais propostos pela banda, não pertence a um único território. Ele pode balbuciar como um bêbado e soar como um anjo na mesma canção (“Exit Music (for a Film)”, por exemplo), deixar sua voz atingir picos melódicos virtuosos (“Reckoner” ou o final de “All I Need”), soltar grunhidos ininteligíveis (no meio de músicas mais pesadas, como “National Anthem” ou “Bodysnatchers”) ou escárnios cínicos – em especial em “You and Whose Army?”, talvez seu momento de interação mais direta com o público, através de uma webcam posicionada em frente ao piano, deixando-o à vontade para brincar com a imagem de seus olhos tortos. Quase sem falar com o público no show do Rio, só falou com os paulistas alguns “obrigado” ditos quase sem sotaque. A única exceção veio antes de “You and…”, quando anunciou a música “para os ianques” nos dois shows e antes de entrar na segunda vez em que “Creep” foi tocada no Brasil, em São Paulo, quando perguntou se o público sabia qual era a próxima. No Rio, o diálogo ficou por conta de Ed, em português mesmo, que apresentou a banda em “Airbag” (“nós somos Radiohead”) e mandou um “bom pra caralho!” que resumiu o espírito do show depois de “Reckoner”, fechando o segundo bis na Apoteose.
Guitar hero compenetrado, Ed é instrumentista de rock clássico, herdeiro de uma genealogia de seu instrumento que inclui Eric Clapton, Jeff Beck e David Gilmour, que sabe a hora em que deve ficar no centro da canção e quando é hora de deixar outro músico brilhar. Já Jonny é o típico guitarrista pós-punk, porém destemido frente à grandiosidade – ecoa tanto a guitarra de The Edge quanto à do Public Image Ltd, do Pere Ubu e dos Talking Heads. Sabe que a eletricidade pode comunicar com ou sem a guitarra, por isso dedica-se tanto às seis cordas quanto à manipulação de ruídos em sintetizadores analógicos e pedais de efeito, jogando transmissões de rádios brasileiras para dentro de “National Anthem” e, em São Paulo, tratando-as como dub em “Climbing Up the Walls”. Completos à perfeição, ambos guitarristas ladeavam Thom Yorke como se respondessem pelas duas personalidades do cantor – às vezes mais o doutor Jeckyll (Ed), outras senhor Hyde (Jonny) – ao mesmo tempo em que agem de forma semelhante. Basta ver como se comportam em momentos distintos, longe de seus instrumentos – quando assumem a percussão em “There There” ou quando dedicam-se apenas a manipular efeitos sintéticos e a gravação com a voz de Thom em “Everything In Its Right Place”.
Eis a estrutura básica da banda – Colin e Phil agem como um mesmo instrumento, uma cozinha clássica de banda de rock inglês que evoca tanto o Led Zeppelin quanto os Smiths ou o Clash. A dupla de guitarristas conversa com o piano, a guitarra ou o violão de Thom Yorke em progressões de acordes remanescentes de clássicos ingleses dos anos 70 como Abbey Road, Dark Side of the Moon, Arthur, Phisical Grafitti, A Night at the Opera e The Lamb Lies Down on Broadway. As canções ganham aspecto épico e tratamento rebuscado que fazem muitos menosprezarem a banda como intelectualizada demais – como foram menosprezados seus antecessores. Mas o Radiohead é uma banda que, por mais que componha álbuns conceituais e acene para a música eletrônica de vanguarda, sobrevive em suas canções, na forma como eles cristalizam determinadas emoções em seqüências de acordes, refrões memoráveis, letras que traduzem sentimentos contemporâneos e a reinvenção da dinâmica instrumental do rock entre os anos 60 e 70.
E ao vivo estas faixas mostram sua força – principalmente as de seus três grandes discos, OK Computer, Kid A e In Rainbows. O repertório dos dois shows foi muito parecido e seguiu a média da turnê do ano passado. Tocaram tanto o In Rainbows na íntegra quanto as mesmas faixas de Kid A (“Idioteque”, “National Anthem”, “Everything In Its Right Place”) e do Hail to the Thief (“There There” e “The Gloaming”), além de uma única música em comum do Amnesiac (“You and Whose Army?”). Do OK Computer, só “Paranoid Android” e “Karma Police” foi tocada nos dois shows – “Airbag” e “No Surprises” só foram ouvidas no Rio, “Exit Music”, “Lucky” e “Climbing Up the Walls” apenas em São Paulo. As duas apresentações ainda contaram com faixas do segundo disco da banda (“Just” e “Street Spirit” no Rio e “Fake Plastic Trees” em São Paulo) e com o encerramento por conta de “Creep”, encerrando por vez a discussão a respeito da canção mais popular do Radiohead no Brasil. Outras sutis diferenças puderam ser sentidas – enquanto “How to Disappear Completely” só tocou no Rio, “Pyramid Song” e “Talk Show Host” só foram ouvidas em São Paulo. Mas se você acompanha o Radiohead como um todo e não é fixado em apenas um álbum, assistir a apenas um show já deu um belo panorama da carreira do grupo. Várias faixas ficaram de fora (“Wolf at the Door”, “Knives Out”, “Let Down”, “2 + 2 = 5”, “Planet Telex”, “Morning Bell”, “High and Dry”, “Electioneering”), mas quem assistiu a apenas um dos dois shows teve um belo panorama da força da banda ao vivo e de como ela coloca suas canções em primeiro plano. O público respondeu à altura: no Rio, a massa continuou “Karma Police” sozinha, cantando “for a minute there/ I lost myself/ I lost myself” mesmo depois que a banda deixou de tocar, enquanto em São Paulo o público continuou “Paranoid Android” sem a banda com seus “rain down” sendo seguidos por Thom Yorke – que quase ameaçou tocar “True Love Awaits”, mas foi levado pela força das próprias canções.
Até o cenário favorecia às músicas. Ao contrário de outros medalhões que enchem suas apresentações com efeitos especiais, fantasias, dançarinos, criaturas infláveis ou estruturas gigantescas, o Radiohead preenche o próprio palco com um efeito simples e genial. A série de tubos dispostos na vertical sobre a banda funciona como um telão projetado sobre um candelabro, uma luz refletida em código de barras, que amplificava a iluminação como as caixas aumentavam a potência sonora da banda. A cada faixa, tons fortes tomavam conta da ribalta, vinculando cores (In Rainbows, afinal de contas) a andamentos musicais – laranja, vermelho e roxo brigam nos momentos mais intensos, o azul cai sobre as baladas mais sentimentais, o amarelo anuncia climas áridos e o verde vinha nas músicas mais rápidas.
Alternando as cores com claros e escuros e as próprias imagens em telões colocados atrás e nas laterais do palco (equipamento que falhou durante as cinco primeiras músicas do show de São Paulo), a iluminação da turnê In Rainbows servia apenas para destacar as qualidades musicais da banda, usando estrobos e luzes negras para enfatizar mudanças de andamento, solos instrumentais e efeitos eletrônicos. Triste para quem não foi ao show: as gravações em vídeo quase nunca fazem jus aos tons de cores usados ao vivo.
No centro de tudo, dominando milhares de corações e mentes em pouco mais de duas horas, o Radiohead é dessas bandas que funcionam melhor quando falam às multidões. Descendentes diretos do U2 dos anos 80, eles ecoam simultaneamente a fase mais católica do grupo irlandês quanto seu período europeu do início dos anos 90 – soando quase sempre dúbio e ambíguo, entre o desespero e o conforto, o doce e o amargo, e assim conectando-se com outra importante banda em sua formação, os Smiths. O quinteto consegue fazer os dois grupos soarem próximos em canções que também remetem às carreiras solo dos Beatles, ao momento em que o Who começou a soar opulento e ao Genesis antes da saída de Peter Gabriel. O som da banda então é revestido por duas camadas diferentes de contemporaneidade ao fim do século 20 – a redescoberta do refrão proporcionada pela conjunção grunge/britpop no início dos anos 90 e à lenta diluição das diferentes facetas da música eletrônica (desde a mais séria ao seu lado mais fútil) com a música pop. Difícil imaginar que o cenário pop atual florescesse e abrisse espaço para bandas como LCD Soundsystem, TV on the Radio, Killers, The National, Bloc Party, Sigur Rós, Interpol, Modest Mouse, Árcade Fire e Franz Ferdinand não fosse a importância e o pioneirismo do Radiohead nos anos 90.
E a vinda da banda ao Brasil no início de 2009 fechou não apenas o ciclo aberto com o certa vez mítico anúncio dos shows da banda no país como talvez uma adolescência longa demais no que diz respeito a apresentações internacionais por aqui. Desde que foi cogitado pela primeira vez, logo após o lançamento de Kid A, em outubro do ano 2000, o show do Radiohead no Brasil era algo que deixava de ser um mero boato e ganhava contornos de lenda. Nesse meio tempo, vieram para o Brasil artistas que pareciam ainda mais inatingíveis que o grupo liderado por Thom Yorke, além de quase todas as bandas e novidades internacionais que apareceram neste início de século.
Se existe uma coisa de que não podemos reclamar hoje em dia, é de shows internacionais no Brasil. Quando éramos a periferia da periferia do mundo – quando “Brasil” era quase sinônimo de “Acapulco” ou “Bahamas” –, grandes nomes do showbusiness mundial só pisavam aqui de férias. Entre as visitas de Brigitte Bardot a Búzios e dos Rolling Stones ao interior de São Paulo nos anos 60, o Brasil recebeu visitas esporádicas de grandes artistas que quase nunca vinham fazer shows, apenas espairecer ao sol tropical de nossas bucólicas e desertas praias do passado. Quando vinham fazer shows, artistas como Kiss, Alice Cooper, Police e Queen causaram comoção no inconsciente coletivo na década de 70 e início dos anos 80 – pode parecer estranho, mas houve um tempo em que toda a cultura relacionada ao rock era vista como algo alienígena no Brasil. Daí a importância da geração dos anos 80 – consagrada nacionalmente em um evento (o primeiro Rock in Rio) que trazia, numa só vinda, mais artistas estrangeiros para o país em uma semana do que todos os grandes shows internacionais desde o início daquela década (Sinatra no Maracanã incluso). O festival inaugurou a era que parece encerrar agora, em que grandes artistas são capazes de arrastar multidões para estádios e reviver épocas passadas em palcos do terceiro mundo.
Se hoje rimos da décima oitava vez que o Deep Purple se apresenta em uma cidade do interior de Minas ou quando pela enésima turnê em que três ou quatro bandas australianas passeiam pelo litoral do sul brasileiro, um dia estes mesmos eventos já foram recebidos como acontecimentos históricos. De 1985 para cá, assistimos a shows de todos os principais artistas da história da música moderna –os titãs do pop, os fundadores do jazz, a nata do rock alternativo, os maiores nomes da música eletrônica, os pais do rock’n’roll, os criadores da black music, grandes bandas de heavy metal, hardcore, reggae e disco music. Esta história da música moderna foi revista enquanto vários artistas novatos puderam visitar o Brasil em seus primeiros passos e quando o circuito de shows internacional passou a ser pulverizado. Tudo bem, são menos que dez empresas que ainda trazem os grandes espetáculos internacionais para cá (juntando aos nossos shows favoritos apresentações de espetáculos da Broadway ou do Cirque de Soleil). Mas hoje já há uma segunda divisão considerável de empresários e agentes de shows que buscam shows que não necessariamente pertençam ao ambiente de negócios que se tornaram as vindas de artistas estrangeiros para cá. Assim, ano passado pudemos assistir tanto aos shows de Bob Dylan, Justice, Madonna e Kanye West quanto aos de Will Oldham, Vaselines, Young Gods, Black Lips e Yelle, que passaram pelo Brasil em apresentações bem menores – e em cidades que não são apenas o Rio de Janeiro e São Paulo.
Resta saber o que vai acontecer a partir de agora. Afinal, são 25 anos que nos colocaram no circuito de shows do mundo, que viram nossas estruturas para este tipo de evento crescer (embora ainda estejamos bem distantes do ideal) e artistas brasileiros entrarem neste mesmo mercado de shows – seja o Sepultura, o DJ Marlboro ou o Cansei de Ser Sexy. A vinda do Radiohead ao Brasil parece encerrar uma era de ineditismo de grandes shows por aqui e vem junto com o fim do Tim Festival, que viu em sua edição passada a última oportunidade de se cobrar separadamente ingressos para artistas que vêm num mesmo evento (paradigma redefinido pelo festival Planeta Terra e seguido à risca pelo Just a Fest). O próprio nome “Just a Fest” entrega a vala comum que este tipo de evento acabou se tornando: traga um grande artista, empurre mais outros dois, um brasileiro e eis um festival.
É hora de repensar esse formato. Ao mesmo tempo em que os grandes nomes da indústria do disco vão se reduzindo a um mero punhado de veteranos, o conceito de festival parece fadado a entupir palcos com dezenas de bandas que contam com duas ou três músicas legais e que são mal vistas por multidões desinteressadas. Talvez fosse hora de investir em um novo padrão, em novas experiências de contato com o público. Por que não há um festival grande destes só com artistas nacionais? Cadê o South by Southwest ou o CMJ brasileiro? Por que a Virada Cultural de São Paulo não pode se tornar tão importante quanto o festival de Roskilde, na Dinamarca? Onde estão nossos shows ao ar livre, as discotecagens que acontecem de dia, apresentações na rua, em teatros, em escolas?
Quando acabarem todos os grandes shows, quais você vai ver?
Radiohead honra o mito em São Paulo [Por Marcelo Costa para o site Scream & Yell]
“Adivinha o que nós vamos tocar?”, diz Thom Yorke rindo com jeito de menino que está prestes a fazer uma traquinagem. O segundo show brasileiro da In Rainbows Tour caminha para 2h20 de duração e a banda está voltando animadíssima para o terceiro bis (!!!). Ele está de camiseta preta e é igualzinho às fotos que marcaram o imaginário popular durante os últimos 15 anos, um misto de nerd e gênio cujo dom maior (talvez mais do que compor) é ter uma voz tão lírica que poderia fazer um comediante chorar copiosamente no meio de uma piada. Até este momento, o show já tinha conquistado os corações das 30 mil pessoas. (...)
As 22h em ponto soltaram a base minimalista que antecipa a entrada do Radiohead no palco. Começaram com “15 Step” (como em mais de metade das 50 apresentações anteriores desta turnê) e emendaram logo com a batida tribal da matadora “There There” em versão chapante. Como previsto anteriormente aqui, a primeira parte do show variou músicas de “Ok Computer” (”Karma Police”), “Kid A” (”Optimistic” e a estupenda “National Anthem” com Jonny Greenwood sintonizando rádios paulistas na introdução), “Amnesiac” (”Pyramid Song”), “Hail To The Thief” (”The Gloaming”), b-sides (a excelente Talk Show Host”) e “In Rainbows” (”Nude”, “All I Need”, “Weird Fishes/Arpeggi”, “Faust Arp”).
Em comparação com os shows de Leuven e Berlim, a apresentação de São Paulo pulava à frente a da cidade belga e igualava-se em emoção ao show da capital alemã, que levou milhares de pessoas às lágrimas na dobradinha “No Surprises”/”My Iron Lung”. Porém, a capital paulista começou a tomar a dianteira com uma versão arrasadora de “Jigsaw Falling Into Place”, passou brilhando por “Idioteque” (costumamente um dos pontos altos do show) e caiu no colo da dobradinha “Climbing Up The Walls”/”Exit Music (For A Film)”, dois hinos secundários de “Ok Computer” cuja junção lírica fez encher os olhos. “Bodysnatchers”, a porrada de “In Rainbows”, fechou o show de forma digna.
A banda retornou para o (primeiro) bis com a baladaça “Videotape”, então os céus se abriram para “Paranoid Android”, um dos pontos altos de toda carreira do Radiohead. Ao final da canção, porém, o inusitado aconteceu. O público continuou fazendo a segunda voz (que na música é de Ed O’Brien) mesmo com a canção terminada, e Thom Yorke entrou no clima: pegou o violão e voltou a fazer a primeira voz entrelaçando-se com a platéia num daqueles momentos raros que valem uma vida. Emendou “Fake Plastic Trees” e todas as dúvidas se dissiparam antes mesmo do fim do primeiro bis: São Paulo estava assistindo à provável melhor apresentação do Radiohead nos últimos anos.
O primeiro bis seguiu-se emocional com “Lucky” e “Reckoner”, momento em que a banda deixou o palco para desespero da turma do gargarejo, que sozinha gritou por todo o público, meio que esperando o inevitável, que veio na forma de um segundo bis. “House of Cards” abriu o segundo encore seguida por “You and Whose Army” (em grande versão) e “Everything In Its Right Place” em versão electro (precedida por uma citação de “True Love Waits”). Acabou. Acabou? Não. É neste momento que a banda retorna para o terceiro bis e Thom, brincalhão, provoca a platéia. “Adivinha o que nós vamos tocar?”, ele diz ao microfone. Segundos depois, “Creep”. E ponto final. Uma apresentação digna da grandiosidade do mito.
Do ponto de vista de produção, o Just a Fest foi um dos eventos mais vergonhosos realizados em São Paulo nos últimos anos. Os relatos sobre problemas da organização da Plan Music foram postados aqui por diversos leitores, e quase estragaram a festa de milhares de fãs. Felizmente, do outro lado da moeda, o Radiohead cumpriu o esperado com uma apresentação arrebatadora. É preciso estar ciente, porém, que um bom show não salva um evento. Muita gente diz que passaria a mesma coisa para ver o Radiohead, o que mostra o quanto o público brasileiro é despreparado no quesito “direitos”: ele está pagando, mas mesmo assim aceita ser insultado. Não deve, e o Ministério Público pode ser acionado (como alguns fizeram) em caso de abuso por parte do realizador, pois a lembrança de um show tem que ser da arte feita no palco, e não da desorganização de um bando de incompetentes. Que o show do Radiohead fique na memória. O resto…
Radiohead para fãs – espera recompensada [Por Amauri Stamboroski Jr. para o portal G1]
Se você está lendo esta resenha, é o tipo de pessoa que, de algum modo, vai saber responder à pergunta: “onde você estava quando o Radiohead tocou no Brasil?”. As respostas podem ser inúmeras: “Viajei de Recife para ver os dois shows”, “só fui no Rio”, “vi pela TV”, “fiquei do lado de fora negociando com cambistas”, “eu trabalhei”, “fiquei com raiva do preço (ou do tamanho do público, ou da distância do local do show) e resolvi passar o domingo em casa”.
Provavelmente deve ter alguma história sobre como conheceu a banda: comprou o CD importado do álbum “The bends” ou a edição nacional de “Ok computer” após ler alguma resenha, baixou por curiosidade o primeiro pirata de “Kid a”, ou fez download gratuito (e legal) de “In rainbows”. E deve ter aguardado ansiosamente, desde então, o dia em que a banda tocaria ao vivo no Brasil.
Mas como diria o quinteto inglês em uma de suas próprias canções, “true love waits” (“o amor verdadeiro espera”). E o Radiohead se esforçou em cada momento de seu show para fazer a espera valer. Começando pelo repertório: no primeiro bis, o set list inicialmente incluía “Wolf at the door”, mas a música foi trocada para “Fake Plastic trees”, um dos maiores hits do grupo no país.
Foi uma apresentação para fãs fiéis, daqueles que conhecem todas as músicas de “In rainbows” (o álbum de 2007 foi tocado na íntegra) ou a letra do lado b “Talk show host”, da trilha sonora do filme “Romeo + Juliet”. Em retorno, a banda sorria, pulava, dançava, olhava feliz e perplexa (como deve fazer noite após noite) para a plateia.
O Radiohead não é uma banda comum, e eles demonstram isso até na hora de fazer o público participar do show. Além das tradicionais palminhas e mãos para cima, a banda grava a própria plateia cantando e depois toca a gravação de volta, gerando momentos emocionantes como em “Karma police” e especialmente “Paranoid android”, quando a música virou um dueto entre o público e o vocalista Thom Yorke.
Arriscando uns “obrigado” e “boa noitchi”, Yorke foi o mestre de cerimônias tímido que o som do Radiohead promete e precisa. Sorri, canta de olhos fechados, faz gestos para o público, dança desajeitadamente, fala pouco. Em um dos momentos mais estranhos e intensos do show, para em frente da câmera (uma das inúmeras espalhadas pelo palco, mistos de webcam com vídeo de segurança) instalada no piano, olhando fixamente enquanto canta “You and whose army” – vai se aproximando, e a lente parece que vai perfurar seu olho.
Desde “Kid a”, o Radiohead vem ensinando como se fazer rock sem usar guitarras – isso faz com que Ed O’Brian e Jonny Greenwood transformem-se em muilti-instrumentistas, tocando percussão, teclados, samplers e o que mais vier pela frente. Por outro lado, exploram o potencial das próprias guitarras – assim como Jimmy Page do Led Zeppelin, Greenwood chega a usar um arco de violino para tocar “Pyramid song”.
Além do telão mostrando as imagens das câmeras fixas apontadas para a banda, o palco também é adornado por uma série de colunas luminosas, que vão mudando de cor a cada nova música.
Mas o principal personagem do show foi o próprio público, reagindo entusiasmado o tempo todo a um som nem sempre convidativo ou “fácil”, pulando, acendendo isqueiros, pedindo músicas, dizendo que “o mundo pode acabar agora”, chorando, ficando no mais absoluto silêncio. Foi para aquelas duas horas e vinte minutos de show que cada uma das trinta mil pessoas esperaram por muito tempo (uns doze anos, outros nove, outros dois). E o pacto informal entre banda e plateia foi cumprido à risca: todos ali fizeram valer a pena, até o fim.
Radiohead Chácara do Jóquei, São Paulo, Brasil 22, Março, 2009
Set List:
1. “15 Step” 2. “There There” 3. “The National Anthem” 4. “All I Need” 5. “Pyramid Song” 6. “Karma Police” 7. “Nude” 8. “Weird Fishes/Arpeggi” 9. “The Gloaming” 10. “Talk Show Host” 11. “Optimistic” 12. “Faust Arp” 13. “Jigsaw Falling Into Place” 14. "Idioteque" 15. “Climbing Up The Walls” 16. “Exit Music (For A Film)” 17. “Bodysnatchers”
O Radiohead mostrou em seu primeiro show no Brasil, ontem, dia 20 de março de 2009, no Rio de Janeiro, um repertório bem parecido com os shows anteriores da turnê 2008/2009. No setlist, as dez músicas de “In Rainbows” (2007) foram mescladas a canções clássicas mais antigas de todos os seis álbuns anteriores.
Eis o setlist do primeiro show do Radiohead no Brasil:
1. “15 Step” 2. “Airbag” 3. “There There” 4. “All I Need” 5. “Karma Police” 6. “Nude” 7. “Weird Fishes/Arpeggi” 8. “The National Anthem” 9. “The Gloaming” 10. “Faust Arp” 11. “No Surprises” 12. “Jigsaw Falling Into Place” 13. “Idioteque” 14. “I Might Be Wrong” 15. “Street Spirit (Fade Out)” 16. “Bodysnatchers” 17. “How To Disappear Completely”
Bis 1:
18. “Videotape” 19. “Paranoid Android” 20. “House of Cards” 21. “Just” 22. “Everything In It’s Right Place”
Bis 2:
23. “You And Whose Army?” 24. “Reckoner” 25. “Creep”
Veja mais fotos do primeiro show do Radiohead no Brasil:
Rio de Janeiro Quando: 20 de março de 2009 Onde: Praça da Apoteose Quanto: R$ 200. Ingressos à venda a partir da 0h desta sexta (5) no site www.ingresso.com e a partir das 9h na bilheteria 1 do estádio Maracanãzinho – Rua Professor Eurico Rabelo S/N
São Paulo Quando: 22 de março de 2009 Onde: Chácara do Jockey Quanto: R$ 200. Ingressos à venda a partir da 0h desta sexta (5) no site www.ingresso.com e a partir das 9h na bilheteria do estádio Pacaembu - Rua Professor Passalaqua, S/N
19/12/2008: Kraftwerk vai abrir shows do Radiohead no Brasil Informação está no site oficial da banda inglesa. Shows são previstos para 20 de março, no Rio, e 22, em SP.
A banda alemã Kraftwerk vai abrir os shows do Radiohead no Brasil, de acordo com informações divulgadas esta semana no site oficial do grupo inglês.
As apresentações são previstas para dia 20 de março, na Praça da Apoteose, no Rio, e dia 22 de março, na Chácara do Jockey, em São Paulo.
Ainda de acordo com o site, o Kraftwerk vai acompanhar o Radiohead também nas apresentações no México, Argentina e Chile.
A banda veterana de música eletrônica aparece no site do Radiohead como "convidados muito especiais". O Kraftwerk, formado em 1970, esteve no Brasil duas vezes, em 1998, no extinto Free Jazz Festival, e em 2004, no Tim Festival.
Os ingressos já estão à venda por meio do site www.ingresso.com e nas bilheterias dos estádios do Pacaembu (SP) e Maracanãzinho (RJ). Os ingressos custam R$ 200 nas duas datas, com direito à meia-entrada, informa a assessoria de imprensa da produtora dos shows. Ainda há ingressos para ambas as apresentações.
12/12/2008: Organização anuncia mudanças em pontos de venda de Radiohead Ingressos para show no Rio serão vendidos na bilheteria do Flamengo. Banda inglesa toca no Brasil em março de 2009.
Os ingressos para o show do Radiohead no Rio de Janeiro, em março de 2009, passarão a ser vendidos nas bilheterias do Clube de Regatas Flamengo (Praça N. Sra. Auxiliadora s/nº, Gávea), a partir deste sábado (13). Sexta-feira (12) é o último dia de vendas no Maracanãzinho, informa a organização do evento.
A bilheteria do Flamengo estará aberta diariamente, das 10h às 19h. Os ingressos podem ser comprados pelo site www.ingresso.com, que aceita cartões de crédito – enquanto as bilheterias receberão apenas pagamentos em dinheiro. Há um limite de vendas de quatro ingressos por pessoa, e ingressos de meia-entrada poderão ser comprados tanto no site quanto na bilheteria. No Rio foram disponibilizados 35 mil ingressos, e em São Paulo, são 30 mil.
08/12/2008: Restam 5 mil ingressos para o show do Radiohead em São Paulo No Rio de Janeiro fãs compraram 18 mil dos 35 mil bilhetes. Apresentações acontecerão nos dias 20 e 22 de março.
A banda inglesa Radiohead virá ao Brasil apenas em março do próximo ano, mas a corrida pelos ingressos já dá provas de que está chegando ao fim. Para o show em São Paulo, no dia 22 de março, restam apenas 5 mil dos 30 mil bilhetes postos a venda.
No Rio, que recebe o grupo no dia 20 de março, 18 mil das 35 mil entradas não estão mais disponíveis.
As vendas começaram na tarde da última quinta-feira (4) pelo site www.ingresso.com. Além dos R$ 200 pelo ingresso, os fãs pagam uma “taxa de conveniência” no valor de R$ 40.
Quem decidir comprar suas entradas nos pontos de venda, fica livres desta taxa. No Rio, os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria localizada no portão 1 do Estádio do Maracanãzinho (Rua Professor Eurico Rabelo S/ n◦). Em São Paulo, o ponto de venda fica no Estádio Pacaembu (Rua Professor Passalaqua, s/n◦).
Os shows do Radiohead no Brasil farão parte de um festival chamado Just a Fest. Em São Paulo, o festival será na Chácara do Jockey, na Vila Sônia, e no Rio de Janeiro, o show será na praça da Apoteose.
05/12/2008: Quem comprar ingressos do Radiohead pela internet vai pagar até R$ 40 a mais Site vende ingressos para shows em SP e Rio a partir da 0h de sexta. Bilheterias do Pacaembu e Maracanãzinho também venderão as entradas.
Quem quiser comprar no conforto de sua casa ingresso para assistir aos shows do Radiohead no Brasil vai pagar R$ 40 a mais do que quem enfrentar a fila, o sol de quase verão e o bom humor dos atendentes nas bilheterias do Maracanãzinho e do Pacaembu. A banda se apresenta no dia 20 de março na Apoteose (no Rio) e no dia 22 de março na Chácara do Jóquei (São Paulo), dentro do festival Just a Fest – cuja única atração confirmada até o momento foi exatamente a banda inglesa.
Além do desfalque financeiro, o internauta corre o risco ainda de trocar a fila real pela virtual. Para o show da Madonna, o site de vendas, Tickets for Fun, apresentou lentidão e erros de execução.
A venda on-line começa a partir da 0h de sexta-feira (5) no site www.ingresso.com. Os ingressos custam R$ 200 (com direito a meia entrada) e poderão ser comprados apenas com cartão de crédito. Assim como nas bilheterias, só será permitida a aquisição de até quatro entradas por pessoa. Para receber os bilhetes em casa, o fã vai ter que pagar 20% do valor de face – ou seja, R$ 40, na inteira, R$ 20, na meia – como taxa de conveniência, por cada ingresso.
A assessoria de imprensa do show informa que há a possibilidade de retirar o tíquete no dia do show na Apoteose e na Chácara do Jóquei. Nesse caso, a taxa de conveniência é menor, de 16% - R$ 32 na inteira, R$ 16 na meia.
O show do Rio tem 35 mil ingressos disponíveis e a apresentação em São Paulo tem 30 mil entradas. Também será possível comprar ingressos para os shows nas bilheterias dos estádios do Maracanãzinho (Rio) e do Pacaembu (SP). Segundo a organização do show, o pagamento nas bilheterias pode ser feito apenas em dinheiro, com um limite de 4 ingressos por pessoa. Após a compra, os ingressos não poderão ser trocados ou devolvidos.
04/12/2008: Ingressos para show do Radiohead já podem ser comprados em site oficial Banda inglesa toca em São Paulo e Rio de Janeiro em março de 2009. Ingressos comprados pelo site da banda custam US$ 80.
Os ingressos para os shows do Radiohead no Brasil em março de 2009 já podem ser comprados pela internet no site oficial da banda. Na página que exibe as datas da turnê da banda inglesa, os links anunciando os shows no Brasil também anunciam a venda de ingressos, a US$ 80 cada, além de uma taxa de conveniência de US$ 8,00 por ingresso. Só é possível a compra de quatro ingressos por pessoa.
O G1 testou o sistema por volta das 19h desta quinta (4) e conseguiu efetuar a compra com cartão de crédito internacional.
O Radiohead toca no Rio de Janeiro no dia 20 de março de 2009, na Praça da Apoteose, e em São Paulo no dia 22, na Chácara do Jockey.
Os ingressos também estarão à venda a partir das 0h desta sexta (5), através do site www.ingresso.com e pela manhã nas bilheterias dos estádios do Pacaembu (SP) e Maracanãzinho (RJ). No site e nas bilheterias, os ingressos custam R$ 200 para cada uma das datas, com direito à meia-entrada.
Segundo a organização do show do Radiohead, as apresentações farão parte de um festival chamado Just a Fest. No começo de novembro, o Radiohead colocou as primeiras datas da sua turnê pela América Latina em seu site oficial. Primiero anunciando um show no Chile, e em seguida, no México. O Brasil aparecia na lista, mas sem datas até a manhã desta quinta-feira (27).
O Radiohead ficou conhecido internacionalmente a partir da música "Creep", single do primeiro disco da banda, "Pablo Honey", de 1993. Durante a década de 90, o grupo foi associado pela imprensa ao movimento "britpop", rótulo também associado a bandas como Oasis e Blur.
Em 1997, o Radiohead lançou o disco "OK Computer", terceiro de sua carreira. O álbum foi considerado o melhor disco de todos os tempos pelos leitores da revista de música inglesa "Q" em 2005.
Em 2001, a banda lançou o experimental "Kid A", um dos primeiros álbuns a vazar na internet antes de seu lançamento oficial, seguido por "Amnesiac", no ano seguinte. Em 2005 foi a vez de "Hail to the thief", disco cheio de críticas à Guerra do Iraque e ao governo inglês e norte-americano.
Em 2007, o Radiohead se voltou à internet, e disponibilizou seu novo álbum, "In Rainbows" para download dos fãs, que pagavam o quanto quisessem pelo disco. A banda também disponibilizou para pré-venda, na época, um box oficial do disco, além de cópias convencionais em CD nos meses seguintes. Um relatório da gravadora Warner Chappell disse que a pré-venda dos boxes rendeu mais que as vendas totais do "Hail to the Thief".
04/12/2008: Ingressos para shows do Radiohead começam a ser vendidos à meia-noite Site vende ingressos para shows em SP e Rio a partir da 0h de sexta. Bilheterias do Pacaembu e Maracanãzinho também venderão as entradas.
Os ingressos para os shows da banda inglesa Radiohead no Rio de Janeiro e em São Paulo em março de 2009 começam a ser vendidos pela internet a partir da meia noite desta sexta-feira (5). A banda se apresenta no dia 20 de março no Rio e no dia 22 de março em São Paulo, dentro do festival Just a Fest – cuja única atração confirmada até o momento foi o Radiohead.
As vendas on-line serão feitas no site www.ingresso.com, e os ingressos custam R$ 200 (com direito à meia-entrada). O show do Rio, que será realizado na praça da Apoteose, tem 35 mil ingressos disponíveis, enquanto a apresentação em São Paulo, na Chácara do Jockey, tem 30 mil entradas. Ambos os shows têm direito à meia-entrada.
Também será possível comprar ingressos para os shows nas bilheterias dos estádios do Maracanãzinho (Rio) e do Pacaembu (SP). Segundo a organização do show, o pagamento nas bilheterias pode ser feito apenas em dinheiro, com um limite de 4 ingressos por pessoa. Após a compra, os ingressos não poderão ser trocados ou devolvidos.